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19 de Maio de 2019

“Faço seu casamento gay de graça”: campanha bomba na web após recomendação da OAB

DR. ADEvogado, Administrador
Publicado por DR. ADEvogado
há 6 meses



A comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alertou no início desse mês para que casais homossexuais antecipem seu casamento para até o final do ano, para garantir o direito antes da posse do novo governo. Essa recomendação não só aumentou a procura por casamentos homoafetivos, como também deu início a uma campanha nas redes sociais onde fornecedores se oferecem para prestar serviços de forma gratuita para a celebração.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo não é lei no Brasil, mas desde 2013 uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) garante o direito ao casamento civil, realizado em cartório. Contudo, como o direito não foi debatido no Congresso, há um temor que o novo presidente venha a rever as regras. O deputado Magno Malta, aliado de Bolsonaro e cotado para chefiar um possível Ministério da Família, protocolou um Projeto de Lei que suspende o benefício concedido pelo CNJ. Como já noticiamos, o Portal do Senado inclusive abriu uma consulta pública a respeito.

O psicólogo João Burnier e o fotógrafo Henrique de Paiva tinham o plano de se casar no segundo semestre de 2019, mas resolveram antecipar. “Logo que ficou mais forte a possibilidade de uma vitória de Bolsonaro levantamos a possibilidade de antecipar. Na manhã seguinte de definido os resultados das eleições, fomos ao cartório ver quais eram os papéis necessário para dar entrada no casamento e na quinta-feira da mesma semana já fizemos os trâmites necessários”, explica João. Contudo, a decisão trouxe algumas mudanças para a celebração: “A família do Henrique é de outro estado e não teremos tempo hábil para toda a logística. Por isso, no dia do casamento fazermos apenas um brinde com as pessoas mais próximas”.

Mas, para quem tem a possibilidade de dar uma festa para celebrar o casamento, uma campanha nas redes sociais pode ajudar a realizar o sonho de fazer uma confraternização inesquecível. Para demonstrar seu apoio a causa e levantar o questionamento sobre a garantia de direito ao casamento homoafetivo, diversos fornecedores estão se oferecendo para trabalhar de graça em cerimônias que acontecerão ainda este ano. Motivado por essa onda nas redes sociais, o fotógrafo Marcio Monteiro se ofereceu para ajudar: “Não sou LGBT, mas por empatia eu tento me colocar no lugar das pessoas. Não é mais que minha obrigação ajudar e dar visibilidade de alguma forma, ainda mais com o que a possibilidade que se anuncia pela frente”.

Cantora e designer, Aline Nabisi foi outra que imediatamente aderiu a campanha quando viu nas redes sociais. “No momento em que publiquei minha participação em um grupo LGBT fui procurada por mais de dez pessoas. Já tenho compromisso marcados para as próximas semanas, como por exemplo uma reunião de produção para uma celebração coletiva e treinamento vocal para um menino que quer surpreender o companheiro”. Para ela a união civil é um direito básico do cidadão e nem deveríamos precisar debater esse tema. “Vivemos em uma sociedade que aceita o consumo, impostos e voto LGBT, mas se nega a dar os mesmos direitos”, completa.

Os dois fazem questão de destacar que a campanha em apoio ao casamento homoafetivo tem superado as expectativas, muito mais pela força da união em ajudar ao próximo do que até mesmo na procura por conseguir ser beneficiado. “O mais legal e que tem mais gente querendo ajudar do que pessoa procurando pela ajuda. Acho que isso é o mais significativo. Esse movimento mostra que o amor tem muita mais força, que se multiplica de forma muito mais orgânica e humana do que a energia ruim”, finaliza Marcio.

(Fonte: www.embarquenaviagem.com)

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37 Comentários

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É um absurdo a Ordem dos Advogados levantar uma campanha desta. Ao invés dela instruir a sociedade civil de seus direitos como um todo, ela fez e faz o inverso, instiga o sentimento de separação entre as pessoas. continuar lendo

Essa é a visão correta. continuar lendo

Prezada, Ana. Não se trata de uma "campanha" da OAB!
Foi uma recomendação feita pela Dra. Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual e Gênero, durante uma entrevista. Portanto, não é o posicionamento da OAB.
Por fim, não vejo nenhum problema nessa recomendação. A questão é: nesses casamentos vai ter bolo e docinhos?
Tenha um bom dia! continuar lendo

Bacana seu preconceito. continuar lendo

Mais uma atribuição ao novo governo.

É lamentável ver tais comentários e ainda mais orientados pela OAB?

Onde estão os direitos e garantias individuais?

Quando os vencidos não se dão por vencidos, insistem em proliferar o mal, mesmo que seja em nome do amor, das felicidades das pessoas, e no intrínseco, desejando a derrota do novo governo que ainda nem assumiu.
Lembrando, será um governo para todos e não somente para os seus eleitores, o Brasil é nosso, dos brasileiros.
Não sou de lá nem de cá, eu sou daqui, sou do Brasil. continuar lendo

É a típica covardia dos esquerdista, verdade seja dita. O projeto data de 16/05/2013, portanto não é do novo governo. É do tempo do governo do PT que não levou o assunto ao Congresso.

Magno Malta está certo ao exigir que o assunto seja tratado no Legislativo e não no Judiciário, a quem não cabe legislar.

É isso no que consiste a proposta dele em derrubar a resolução do CNJ, mas a maioria das pessoas não buscam se informar, vão direto no título da matéria ou na fala de alguém.

O Legislativo é covarde sobre temas polêmicos. Os que se dizem defensores nunca levaram pra frente votações como a união e casamento homoafetivos, aborto, células tronco, etc. continuar lendo

O detalhe é que muitos políticos enchem a boca para falar que defendem as pautas LGBTI+, especialmente nas vésperas de eleições. Mas após eleitos passam mais de uma década no poder e quem confere os direitos é o Judiciário. continuar lendo

Adoro esse país onde ninguém tem nada de importante a fazer. continuar lendo

Se você acha que lutar pelos direitos dos outros não é importante, você realmente tem motivo para adorar esse país. Afinal, os dois se merecem. =) continuar lendo

Bruno.
Você é bem mal educado e prepotente, acho que se sente dono da verdade, mas mesmo assim vou correr o risco de responder:
Mereço esse país, sim. Nasci aqui e já trabalhei muito aqui também. Se não é melhor, foi porque talvez pessoas como eu que buscam fazer algo, não tenham sido eficientes o suficiente. Espero que vc faça melhor.
O Brasil vive um momento ímpar da história e praticamente, precisa ser reconstruído.
Não, realmente não me preocupa a sexualidade de cada um. Respeito e fim.
Só não vou perder meu tempo, com ironias e imbecilidades de quem poderia estar fazendo pelo país, mas prefere atacar quem procura fazer.
Mas pode ficar tranquilo. Tenho certeza que este governo não irá impedir que vc se case, com quem quiser e quando quiser. continuar lendo

Fico realmente lisonjeado com tamanhos elogios, e desde já agradeço, mas não há necessidade para tanto.

Não critiquei o seu possível posicionamento político e sequer ataquei mais profundamente o mérito da sua opinião.

Minha sexualidade não está em discussão. A sua também não. Na verdade, a de ninguém está.

Se você realmente não estivesse preocupado com a sexualidade alheia, não teceria comentários que a relegam a um grau de importância diminuta. Se isso fosse, de fato, verdade, você sequer teria feito ilações a respeito da minha. Com base nisso, você não é tão indiferente quanto quer aparentar ser.

E quando você fala que o Brasil vive um momento ímpar da sua história, espero que não tenha dito como se isso fosse algo positivo. Afinal, o que é possível antever daqui para frente é uma tendência de retrocesso em matéria de direitos individuais e sociais, inflamado por uma falsa e velha moral e por um leviano pensamento de tradicionalismo. continuar lendo

Bruno:
Notei um certo viés político em suas considerações.
Acho que agora entendi. continuar lendo

Caro Bruno, concordo com 90% do que você escreveu.

A única coisa que discordo é com essa “tendência de retrocesso” que você alega.

Embora as eleições tenham elegido um Congresso mais conservador, eles não possuem maioria qualificada para alterar a Constituição. Há, ainda, uma grande parte de progressistas e, além disto, uma tímida bancada liberal. Não seria uma tarefa fácil para os conservadores.

Não observo essa tendência que tem se pintado (em especial, pela esquerda) nos próximos anos.

Abraços! continuar lendo

"já trabalhei muito também" hahah típico pensamento da burguesia safada que elegeu o bolsonaro. continuar lendo

Bem, Sr. Jonatas...
Votei sim, no Bolsonaro.
Sou contra SIM o PT e toda a quadrilha que ele envolve.
Esquece o resto. continuar lendo

Aí você errou feio Bruno ao falar de "tendência de retrocesso".

Como algo que nunca avançou pelo meio político pode, pelo mesmo meio político, retroceder?

O que seriam os tais ganhos sociais? E quando me refiro a ganho, falo no sentido amplo e além do primeiro plano ... só exemplificando: quem ganha cota racial pra entrar numa faculdade, mas não recebe educação de base para seus filhos, ganhou ou perdeu? Será que se fosse dada a educação de base não apenas ele, mas também seus filhos, teriam a possibilidade de entrar na mesma faculdade em condições iguais e sem virar refém de partido na hora de votar?

O futuro governo já fez um avanço fantástico ao impor moralidade no Mais Médicos, onde o governo anterior, de esquerda, favoreceu Cuba com o viés de enviar dinheiro para sustentar os caprichos dos ditadores, enquanto os médicos ganhavam cerca de 26% daquilo que teriam direito se fossem de qualquer outro país que participa do programa, além de serem separados dos seus filhos (para garantir o retorno dos pais, ou seja, eles são reféns).

No caso do casamento homoafetivo este direito deve estar garantido por lei e não pelo CNJ ou STF (caso da união estável). Onde estão os tais defensores das pautas de minorias nessas horas? Por quê em mais de uma década não encaminharam as medidas necessárias para tornarem os efeitos legais para todos os fins? continuar lendo