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13 de Abril de 2021

Sem perdão: pai que matou estuprador da filha é condenado a 18 anos de cadeia

DR. ADEvogado, Administrador
Publicado por DR. ADEvogado
há 2 anos

Wanderley Rofeson Loureiro acusado de matar Roni Teodoro do Nascimento, em março de 2012, depois que o rapaz estuprou sua filha de 12 anos, foi condenado a pena de 18 anos de prisão, em regime fechado. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica, conforme decisão de julgamento na tarde desta quinta-feira (19) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Os jurados não acolheram a tese da defesa, de que o réu agiu por violenta emoção e de acordo com a sentença, pronunciada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, Wanderley foi condenado pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Como respondia o processo em liberdade, Wanderley deve aguardar o tramite judicial, até o cumprimento da pena, usando tornozeleira eletrônica, conforme determinado pelo juiz. A decisão cabe recurso.

Ouvido no julgamento desta quinta, Wanderley disse que no dia do crime tinha ido fazer feira com a esposa e quando voltou para sua residência encontrou a filha abrindo o portão para Roni. A menina estava com semblante de choro, sendo questionada pelos pais o que havia acontecido, momento em que ela falou que tinha sido estuprada pelo rapaz.

“Perguntei para ele se havia feito mesmo aquilo e quando me respondeu que sim, eu perdi a cabeça”, disse Wanderley aos jurados. Após a confirmação de Roni, o homem mandou que a esposa e a filha fossem para a casa de sua sogra, sendo que depois da saída das duas ele entrou em luta com o rapaz.

O réu ainda contou que amarrou Roni pelos pés e mãos e colocou uma toalha na sua boca para ele não gritar o colocando dentro da camionete S-10. Ele, então, saiu sem rumo e ao chegar a um lugar isolado tirou Roni do carro. Quando viu umas pedras no chão desferiu golpes contra a cabeça da vítima, que teve o rosto desfigurado. O corpo de Roni foi encontrado dias depois em avançado estado de decomposição na MS-080.

Quero ver qual pai chega em casa, ouve a filha falar que foi estuprada, sai e vai em uma delegacia registrar um BO. Qualquer um que passar por isso faria o mesmo que eu fiz”, disse Wanderley depois de contar como assassinou Roni. O réu se disse arrependido do crime afirmando que depois disso a sua vida acabou.

Ele confessou o crime em 2014 após a polícia reunir provas indicando ele como autor do assassinato. A vítima do abuso, que hoje está com 20 anos, teria tentado se matar meses depois de ser estuprada tomando vários remédios. Após o estupro, o comportamento da menina mudou ficando mais quieta e chorosa, segundo a mãe.

(Por: Midia Max / Fonte: www.rondoniaovivo.com)

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71 Comentários

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Quem condena esse homem não tem a mínima condição de ser um bom pai, um bom irmão ou um bom filho. Se tivessem feito o que esse crápula, ora "vítima", fez com algum familiar meu o destino seria o mesmo. Muito fácil 7 babacas condenarem um pai por buscar justiça pela sua filha (de 12 anos), se fosse um traficante da região teriam absolvido com peninha da vítima da sociedade, bem como estaria chovendo de ong de direitos humanos para defendê-lo. continuar lendo

Então, Marcus, veja bem, talvez o cara realmente tenha estuprado a filha dele, porém não consta investigação desse fato, ai um assassino diz "ele é estuprador" e todo mundo acredita? Bom, eu não acredito em assassinos.

Estamos passando por um período nebuloso no qual a palavra de um assassino vale mais que a da vítima, que já está morta e não pode nem contar sua versão dos fatos e tem gente achando super normal, afinal assassinos são cidadãos de bem e vítimas são ruins.

Espero muito superarmos esse período para que podemos julgar fatos investigados e comprovados. continuar lendo

Ele não buscou justiça, buscou vingança, é diferente. continuar lendo

Vou ser breve: espero que nunca ocorra, mas quando estuprarem algum parente dos nobres colegas , ou algum de vocês, espero que busquem o devido processo legal - espero que façam o que pregam. Quanto a alegação de que pairamos em momentos sombrios onde a palavra do assassino vale mais do que da vítima, eu concordo - é assim desde a hegemonia da ideologia vermelha onde o marginal é vítima da sociedade. Agora quando o réu é um pai de família, um policial ,alguém defendendo a própria vida ou a honra, e a vítima é um marginal essa regra não vale, esse debate é um claro exemplo disso. Repito se fosse um traficante que tivesse matado o estuprador aposto que vossas senhorias estariam justificando como "justiça social dos oprimidos", ou algum outro termo para defesa da "bandidolatria", mas como estou sugerindo uma hipótese e ainda paira o principio da primazia da inocência e da presunção de boa fé - formalmente acredito que os colegas que ora discordam em situação semelhante a do assassino teriam buscado o devido processo legal, bem como condenam qualquer marginal, sem seletividade. continuar lendo

Ninguém, além do Estado, é detentor do ius Puniendi. O fato é: se o pai cometeu fato tipificado no CP, qualquer discurso sobre "se fosse sua filha", "se fosse traficante", se, se, se.. é um discurso vazio e não exclui a sua conduta.
Aliás, se houve um devido processo legal e tal condenação, será mesmo que a história se limita apenas aos fatos narrados na notícia?

Outros pontos:
- Qual é o percentual de denúncias falsas de estupro? (80%!?)
- A vítima e acusado do estupro foi ouvido por mais alguém, além do agente?
- Mesmo que tivéssemos a justiça humanitária (olho por olho, dente por dente), o direito flagelado da filha (dignidade sexual) e o direito flagelado do agressor (vida) seriam equivalentes?

Como alguém pode ler uma notícia e discursar e defender ideias vagas sobre um fato de que não tenha conhecimento algum? continuar lendo

Aos com disfunção cognitiva em momento alguma falei que o fato era atípico e que o agente era inocente. Minha critica foi a hipocrisia dos jurados, somente o tribunal do juri poderia absolvê-lo, mas assim não fez, e repito aposto que se fosse com familiar de algum deles eles fariam o mesmo, por certo não da mesma forma, mas no calor do momento visariam ceifar o agressor. continuar lendo

Gente, que ver a galera mudar de opinião:

Se o pai da Najila Trindade tivesse matado o Neymar, ele deveria ser condenado? continuar lendo

Olá senhor João Donato! E se o pai do Neimar fizesse o mesmo com a jovem que acusou o filho dele falsamente? continuar lendo

João Donato, o estupro foi confirmado! Se informe sobre os documentos juntados no processo, bem como nas investigações. Se todos que se veem numa situação como essa fizer a mesma coisa, em pouco tempo os defenestradores pensaria duas vezes antes de estuprar uma criança inocente ou qualquer outra pessoa. continuar lendo

David Santos, exatamente isso!

Marcelo Sollon, não sou obrigado a me informar nada, estou comentando uma notícia da forma que ela me foi trazida, veja bem, trouxeram uma informação e a partir dela emiti opinião condizente com que estava escrita nela, a notícia sequer tem referências para eu procurar mais informações continuar lendo

Rodrigo Chogri Galli, não sei se você sabe, mas a maioria das mulheres prefere ser morta a ser estuprada, então nada que a justiça venha a fazer ajudará a curar o trauma dessa menina. continuar lendo

Mille Santana , concordo que são crimes dos mais abomináveis que um ser humano pode cometer , mas esse dado vc tirou de qual conclusão de que a maioria mulheres preferem ser mortas do que estupradas?
Pode ser que aos olhos do ser humano o crime de estrupo seja horrível pelo ato que é cometido , mas na prática a morte é algo além , é o fim da vida , vc tem que ser mais sangue frio para cometer um assassinato.
Na morte de um pessoa por homicídio sonhos são destruídos , desejos , conquistas , toda sua trajetória é destruído..
A pessoa que sofreu estrupo tem pelo menos a chance de se recuperar do trauma vivido.. E é o que acontece em sua grande .
O homicídio e a morte gerada não tem recuperação.. tudo é destruído,
Talvez o homicídio se tornou algo tão natural e comum aos olhos do ser humano que já veem um estrupo como pior , não que o estrupo seja algo mais leve , mas o efeito gerado é completamente diferente continuar lendo

De fato a tese da defesa - "violenta emoção" - foi para o limbo a partir do momento que ele pediu para a filha e esposa saírem do local...

O "furo", o "buraco" deve ter sido esse...

No mais até os criminosos odeiam estupradores...ou seja, a pena dele, aqui na terra, seria sofrimento todo dia. O pai "substituiu" por sofrimento momentâneo; e tanto ele, quanto a filha, em sofrimento para o resto dos dias, física e mentalmente! continuar lendo

Wanderley Rofeson Loureiro, réu e condenado nesse homicídio do suposto estuprador de sua filha, que na época dos fatos tinha apenas 12 anos, contudo há informações no próprio Google, vários sites de noticias, que Roni Teodoro do Nascimento, já foi condenado por tráfico de drogas, utilizava seu comercio "chapeador" como local de venda. E fato curioso é que sua filha de apenas 12 anos mantinha um namoro com Roni que tinha 18 anos, fatos notórios e de conhecimentos dos vizinhos e colegas de escola da garota. continuar lendo

Mas, isso não dá o direito dele manter relações sexuais com a garota, e pelo ocorrido não foi consensual essa ação continuar lendo

Império da lei só se for pra rir. "As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes." (HB) Destruiu a vida da menina, da mãe, do pai e o futuro de muitos indiretamente. Ah não, mas o cara pediu para a mulher sair com a filha, então foi premeditado, não foi violenta emoção. Cadê o emoji de vômito? continuar lendo

O homicídio ficou provado no inquérito e pelas provas produzidas ao longo do processo.

E o estupro? O que embasou a "condenação" à pena de morte do suposto (sim: suposto! pois não houve tempo de haver investigação!) estuprador? A palavra da vítima? E o que mais?

Houve exame de corpo de delito ANTES de ele ser morto? Perícia no local? Alguma outra evidência?

Embora a palavra da vítima seja relevante nesse tipo nojento de crime, a investigação deve estar embasada em outros indícios, sob pena de cometimento de graves injustiças.

Caso contrário, retornaremos aos anos 1600, em Salém (EUA), onde a simples afirmação de que alguém era "bruxa" era suficiente para fazer com que fosse condenada e morta por tal fato.

Em episódio mais recente, uma moça foi morta com requintes de crueldade quando um inconsequente, utilizando-se da internet, divulgou que ela sequestrava crianças para rituais de magia negra (que interessante... olha aí a "bruxaria" novamente...).

Você usaria mesmo o emoji de vômito se alguém, de repente, lhe apontasse o dedo na rua e gritasse: "estuprador! estuprador!" , e imediatamente fosse seguido por uma turba de pessoas enfurecidas e ávidas por fazer "justiça" contra o "criminoso"??

Talvez se você fosse "caçado" como uma "bruxa" moderna (acusado de ser estuprador, sem realmente sê-lo), acredito que suas afirmações (se houvesse tempo de você proferi-las) seriam diferentes.

Em tal circunstância de ser acusado e "caçado", riria do império da lei, ou torceria para que suas regras lhe fossem aplicadas, dando-lhe o direito de defesa? continuar lendo

Senhor, violenta emoção não significa descontrole emocional. Pelo contrário, a violenta é aquele que arde infernamente na pessoa e se ela é bem articulada, a violência da emoção só arrefece quando ela faz o que pre-me-di-tou ainda que instantaneamente. continuar lendo