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31 de Março de 2020

OAB defende advogada que Marco Aurélio corrigiu: ‘sua excelência é ela’

DR. ADEvogado, Administrador
Publicado por DR. ADEvogado
há 5 meses

A OAB vai soltar em alguns instantes uma nota em que defende Daniela Borges, advogada que Marco Aurélio Mello corrigiu ontem, numa sessão do STF, exigindo que ela tratasse os ministros por “vossas excelências”.

Na nota, a OAB critica o ministro e diz que é ela que merece o tratamento reverencial.

Eis a nota:

“Sua Excelência é Daniela Andrade de Lima Borges

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio de sua Comissão Nacional de Defesa das Prerrogstivas e Valorização da Advocacia, anseia por um Brasil verdadeiramente republicano, um país onde só pode haver uma excelência: o povo.

Ontem, como todos os dias, a única excelência presente no tribunal era o povo, que bate às portas do STF sedento por justiça, esperançoso em encontrar juízes que respeitem os preceitos republicanos, que trabalhem por um Brasil mais livre, justo e solidário.

Já superamos os tempos colonialistas e ditatoriais, República é o que somos.

O Judiciário também é uma “res pública”, coisa do povo. A República há de tocar, definitivamente, o Judiciário, não há mais espaços para cortes e reis da justiça.

Somos todos iguais, já é tempo de compreender que a Carta despreza liturgias e costumes inadequados aos novos tempos republicanos.

Nas tribunas do Poder Judiciário a advocacia fala em nome do excelentíssimo povo e merece respeito de todos vocês juízes.

Por falar em nome e pelo povo, se há alguém que devesse ser chamada de excelência, ontem, esse alguém era a mulher advogada Daniela Andrade de Lima Borges.

Que viva e resplandeça cada vez mais a nossa excelência advogada Daniela Andrade de Lima Borges, que o seu exemplo renove os nossos ânimos para trabalharmos, cada vez mais, por um Judiciário verdadeiramente republicano”.

(Fonte: Época)

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26 Comentários

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Lamentável mesmo, grandemente lamentável. Esse excesso de formalismo e essa pompa deveria ser vergonhosa por parte de quem a ostenta. Eu mesmo sinto vergonha alheia, enquanto advogado, ter um ser humano igual a mim e que muitas vezes academicamente estudou bem mais, ter que me chamar de doutor. Eu dispenso logo esse pronome de tratamento. Existem estudos que mostram que isso do brasileiro remete os tempos escravistas e distancia o povo dos seus representantes, não só esses caras que estão no judiciário, mas por exemplo, o fato de chamar o local oficial de trabalho da presidência de PALÁCIO do planalto. Entendem? Por quê Palácio? O que é isso? Que sultão é esse, que sheik é esse, que imperador ou imperatriz são esses que reinam em tal palácio? Nos países que atingiram uma mais bela democracia, como a Inglaterra, têm nomes diferentes. Sabe o nome do local onde fica os 650 deputados do parlamento? Câmara dos Comuns. Um assunto puxa o outro e isso já me lembra uma aula que tive com um professor de filosofia, que explicou que o que vivemos não é uma democracia. Que a galera que inventou a democracia, acho que foi Clístenes ou Aristóteles, se eles vissem a nossa sociedade hoje, com voto e tal, eles diriam: ok, isso tudo é muito legal isso que vocês inventaram, mas isso não é democracia? Isso tem outro nome. Pois na época deles as democracias eram com participação popular, Assembleias, etc. A decisão vinha, de fato, da consulta do povo. Não somente a decisão do eleito, que acabava ficando 4 anos decidindo por si só. Enfim, todas essas são reflexões interessantes. E, muito importante lembrar: PARABÉNS PELA COLEGA! Você eu aplaudo de pé! Uma verdadeira majestade! A sua humildade contrasta com a arrogância do cara que te interrompeu. Ficou tipo como se fosse Madre Teresa falando com Hitler. Pois você poderia ter sido arrogante também e ter dito que não era obrigada ou que havia esquecido, mas foste tão linda ao assumir que estava nervosa, ao reconhecer a sua situação. Isso sim lhe faz mais doutora do que qualquer doutorado. Parabéns, querida. Lembrando que os grandes gênios tinham e têm as mais simples titulações acadêmicas. Newton, Einstein, Jobs, Gates. São "doutores de garagem", aqueles que emanam a sua sabedoria e buscam evoluir mais do que o reconhecimento e o afagar de egos em si.
Abraços. continuar lendo

O princípio do coleguismo - Segundo Nalini (2017), o princípio do coleguismo "é um sentimento derivado da consciência de pertença ao mesmo grupo, a inspirar certa homogeneidade comportamental, encarado como verdadeiro dever. (Vejo esse princípio ético como o mais em falta nos dias atuais, precisamos buscar a ascensão deste e de outros que estão entrando em extinção, lembrar aos ministros do artigo da Lei 8.906/94 e lembrá-los que todo o poder emana do povo). continuar lendo

Talvez o tratamento adequado a alguns ministros e parlamentares não seja você nem Vossas Excelências, mas Vossas Excrescências. continuar lendo

A OAB não somente tem que emitir uma nota, mas também, realizar um desagravo em frente ao STF em favor da advogada, inclusive com a presença do atual presidente da OAB. continuar lendo

Chamar um ministro de vc.......falta de respeito...sim! continuar lendo

Manu Messala Desenvolva seu argumento. Você só disse que é falta de respeito, não disse o porquê. continuar lendo

Se vc for advogado, duvido se chama algum juiz de 'VOCE". continuar lendo

Boa tarde, colega Manu Messala!

Vi seu comentário hoje de manhã e não tive tempo de responder.

Primeiramente, quero ressaltar que o exposto aqui é fruto - exclusivo - de minha observação, que nem de longe considero livre de erro ou soberana.

Respondendo a pergunta gravada no seu último post, não sou advogado, sequer sou bacharel em direito, ainda. Dito isto, acredito que tal fato não seja tão relevante para o assunto discutido, pois até pessoas não atuantes na área também são capazes de entender esses pontos.

O fato de nós, estagiários, advogados, bacharéis e afins usarmos expressões como "colenda câmara", "nobres julgadores", "douto juízo", "meritíssimo" (que ao pé da letra significa "portador de grande mérito") e não "você", decorre somente da educação, cortesia e fineza que empregamos na profissão, na vida e no trato com os nossos colegas operadores da máquina judicial.

Em que pese ser sedimentado o uso de tais expressões, nada impede - e não existe lei que impeça - o uso do pronome de tratamento "você" quando se dirige a um juiz ou autoridade equivalente. Portanto, a repreensão do aludido Ministro em face da Advogada, principalmente se tratando sustentação oral, se trata ao meu ver de falta de humildade e empatia, no mínimo.

Do mesmo modo, quem estuda para ter saciado ou inflado seu ego, possui falha grave de caráter, pois não há currículo lattes que pague a gentileza cotidiana, o bom senso e solidariedade empregados no exercício de profissões tão importantes quanto as de juiz, promotor, advogado e qualquer outro que trabalhe diretamente e tão contundentemente nos sentimentos humanos. E por fim, a sensibilidade é qualidade indispensável ao ser humano, e não a esta ou aquela profissão.

Em suma, gramaticalmente e juridicamente não há necessidade alguma de chamar qualquer pessoa pelos pronomes que aqui elenquei para demonstrar respeito.

E finalmente, me colocando no lugar da advogada repreendida pelo magistrado, só posso descrever a repreensão em tela com um adjetivo, AVILTANTE! continuar lendo

Não existe hierarquia entre Juizes, Advogados e Procurados, todos tem o dever de respeito e urbanidade! continuar lendo

Lutemos pelo nosso Estado de Direito seguindo os princípios constitucionais ! Viva os 88 anos de nossa
OAB. Temos que acabar com o excesso de juridiquês (Preciosismo descabido por parte do ministro). continuar lendo

Concordo, colega. Em breve também, espero que a vestimenta também receba a mesma flexibilidade.
Pode parecer que estou falando em ir de regata ao Fórum, mas estou me referindo ao fato de estarmos indo muito ao encontro das aparências, mais do que da essência. continuar lendo